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  • EMPATIA

  • ASSERTIVIDADE

  • A IMPORTÂNCIA DAS HABILIDADES SOCIAIS


  • EMPATIA

    Alguma vez você esteve diante de uma situação difícil e alguém veio em sua ajuda, mostrando compreensão e afeto? Se já vivenciou tal experiência, você pode não ser capaz de definir empatia, mas sabe muito bem o quanto é gostoso sentir-se acolhido e provavelmente seus laços de amizade com a pessoa que teve tal gesto se intensificaram. Na situação descrita, você teve o privilégio de conviver com uma pessoa empática. Empatia é a habilidade de colocar-se no lugar do outro, demonstrando de forma sincera e honesta, o quanto sente pela dificuldade ou provação que o outro está passando. Pessoas empáticas despertam sentimentos positivos nas pessoas que as cercam, tendem a agregar as pessoas, demonstram respeito e afeição autênticos, o que se reflete na qualidade de suas relações. Como você se percebe? Você se definiria como uma pessoa empática?

    Estudos mostram que os seres humanos já nascem predispostos a desenvolver empatia e que a manifestação empática acontece em vários níveis estabelecendo um continuum que tem em um dos extremos o contágio emocional e no outro a leitura acurada dos sinais afetivos e cognitivos sutis da outra pessoa (Falcone, 2001). Por tratar-se de uma habilidade, a empatia pode ser estimulada. Os benefícios que traz para a própria pessoa e para os que com ela convivem, favorecendo uma cultura da paz, justificam o cuidado e o desejo de incrementá-la.

    Pais e professores têm grande responsabilidade no desenvolvimento da empatia. Por serem os primeiros pontos de referência e suporte para a criança, são aqueles que fornecem, na etapa inicial da socialização da criança, as diretrizes para o contato com outras pessoas. É tendência natural da criança querer ser o centro das atenções e desejar para si o que houver de melhor. Cabe aos pais e professores aos poucos mostrar para a criança que o espaço é de todos e que quando elas pegam o brinquedo de outra criança a outra criança se entristece e uma oportunidade de brincarem juntos é perdida. Um exemplo de interação na qual os pais e professores podem estimular a empatia nas crianças surge quando uma das crianças se machuca ou encontra dificuldade para realizar uma tarefa e os adultos presentes na situação incentivam as demais crianças para que se sensibilizem com a dor da primeira, ou tentem ajudá-la em sua dificuldade. Quando pais e professores estimulam na criança a sensibilidade pela necessidade do outro, estão construindo crianças que ao mesmo tempo são sensíveis e fortes. Sensíveis para perceber as necessidades do outro, fortes para oferecer a sua ajuda e de fato comprometer-se a estar com o outro.

    Se a empatia é desenvolvida em um grupo de crianças, o que vamos perceber no futuro, é que estas crianças aprenderão a resolver conflitos com maior sabedoria, realizando uma avaliação justa de suas necessidades e sentimentos, assim como das necessidades e sentimentos dos outros envolvidos na situação. Uma avaliação justa da situação viabiliza melhores alternativas de solução dos impasses e faz com que todos ao final possam sentir-se respeitados e acolhidos. A perspectiva muda, em vez de vencidos e vencedores passamos a conviver com um grupo em que todos são vitoriosos e aprendem a se beneficiar da cooperação, do coleguismo.

    Que tal observar como andam estas habilidades em seus filhos, ou nos alunos sob a sua responsabilidade? Uma cultura de paz e cooperação se faz com cada pequena ação em direção ao bem comum. Enfatizar a empatia nas crianças é uma forma de investir em um futuro melhor para todos.

    Suzane Schmidlin Löhr


    ASSERTIVIDADE

    Assertividade é uma das classes de habilidades sociais, assim como a empatia e resolução de problemas, e pode ser compreendida como uma habilidade de expressar sentimentos e opiniões, levando em consideração seus próprios direitos e respeitando os direitos, sentimentos e opiniões do outro.

    A expressão de sentimentos e opiniões de forma assertiva é diferente de se expressar de forma agressiva ou de não se expressar (passividade). Uma das características fundamentais da assertividade é a capacidade de expressão sem causar constrangimento à outra pessoa, o que não ocorre quando o comportamento é agressivo. Já na passividade, a pessoa deixa de se colocar, o que também é prejudicial para um bom relacionamento interpessoal, uma vez que geralmente seus sentimentos, opiniões e direitos são ignorados.

    Comportando-se de forma assertiva, é possível expressar tanto sentimentos negativos, como insatisfação, raiva e decepção em relação ao comportamento da outra pessoa, quanto sentimentos positivos, tais como elogios, amor, aprovação, entre outros. Além disso, a pessoa assertiva tem maior facilidade em fazer e receber críticas, emitir feedback e opiniões sobre diferentes assuntos, colocar suas idéias e tomar decisões.

    O comportamento assertivo propicia relacionamentos mais saudáveis, respeito a si mesmo e ao outro, maior auto-estima, autoconfiança, segurança pessoal e satisfação consigo mesmo.

    A assertividade é uma habilidade e, assim como todo comportamento, pode ser desenvolvida. Quando uma criança aprende a comportar-se assertivamente logo na infância, tem a possibilidade de iniciar e manter, desde cedo, relacionamentos interpessoais saudáveis e satisfatórios.

    Ingrid H. E. Kolb Mazzarotto


    A IMPORTÂNCIA DAS HABILIDADES SOCIAIS

    Habilidades sociais são comportamentos que os indivíduos precisam aprender para conviver bem em sociedade, incluindo as habilidades de comunicação, resolução de problemas, cooperação, etc.

    As habilidades sociais têm sido relacionadas à qualidade de vida uma vez que através delas o indivíduo pode desenvolver relações interpessoais mais gratificantes, maior realização pessoal, sucesso profissional, além de melhor saúde física e mental. Para que um adulto possa lidar adequadamente com estas situações é preciso um aprendizado anterior, o qual começa na infância.

    A família é o primeiro grupo social de uma criança, lugar no qual ela inicia o aprendizado da convivência social, suas regras e papéis. É sabido que o relacionamento entre pais e filhos é um dos fatores essenciais para o desenvolvimento de Habilidades Sociais. É primariamente através dos pais e do ensino que a cultura do adulto tem sido passada para cada nova geração de crianças. Através do contato com os pais, a criança pode aprender habilidades e valores importantes para uma boa interação social.

    O segundo grande grupo social no qual a criança ingressa geralmente é a escola. É na escola que a criança entra em contato com outras crianças da mesma idade e aprofunda habilidades e conhecimentos, tais como empatia, comportamentos morais, capacidade de seguir regras, papéis, solução de problemas, comunicação, entre outros, de tal forma que este ambiente contribui significativamente para o desempenho social futuro da criança. Estes relacionamentos entre pares são importantes para o desenvolvimento do adequado funcionamento interpessoal e proporciona oportunidades únicas para a aprendizagem de habilidades específicas que não ocorrem de outra maneira nem em outros momentos.

    Falhas nesse desenvolvimento, não corrigidas a tempo, tornam-se obstáculos para a interação social produtiva; daí a importância da precoce identificação de problemas, e principalmente de adoção de medidas preventivas. Somando-se a isso, faz-se necessário um maior esclarecimento e orientação de pais e professores com relação a importância das habilidades sociais para a vida de seus filhos e alunos.

    Taísa Borges Grün












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